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Copom mantém Selic em 13,75% e interrompe cortes

Decisão unânime surpreendeu parte do mercado, que esperava redução de 0,25 ponto; inflação acima da meta pesou.

Edifício-sede do Banco Central em Brasília
Edifício-sede do Banco Central, em Brasília. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. O anúncio foi feito na quarta-feira (4), em Brasília, na primeira reunião após as eleições presidenciais, e interrompe uma sequência de cinco cortes iniciada em abril.

As informações foram publicadas inicialmente pela Agência Brasil.

A maior parte do mercado apostava em uma redução de 0,25 ponto percentual, embora algumas instituições já projetassem a manutenção. Entre os fatores apontados estão as tensões no câmbio, o fenômeno climático El Niño e o agravamento da guerra no Oriente Médio.

O que diz o comunicado

No texto divulgado após a reunião, o colegiado avaliou que o momento, marcado por uma “taxa Selic substancialmente contracionista”, “apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”.

A inflação acumulada em 12 meses subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta, que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto. O boletim Focus projeta IPCA de 5,22% em 2026 — antes do conflito no Oriente Médio, a estimativa era de 3,95%.

Contexto

A Selic permaneceu em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026, o patamar mais alto em quase duas décadas. O Copom também trabalha com dois diretores a menos, já que os mandatos de Renato Gomes e Diego Guillen expiraram no fim de 2025 e os substitutos ainda não foram enviados ao Congresso.

O próximo Relatório de Política Monetária, com projeções revisadas de inflação, está previsto para o fim de novembro.

O que muda para quem mora em SP

Na prática, a Selic alta mantém caro o crédito para famílias e empresas paulistas, como financiamento de imóveis e veículos, empréstimos e o rotativo do cartão. Por outro lado, aplicações atreladas aos juros, como o Tesouro Selic e CDBs, seguem rendendo mais.

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Fonte e créditos: Agência Brasil – “Banco Central surpreende e mantém juros básicos em 13,75% ao ano”, por Wellton Máximo (04/11/2026). Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.