O Brasil voltou ao topo do ranking mundial de juros reais, com taxa de 9,05% ao ano, segundo levantamento da consultoria Moneyou com 40 países, divulgado nesta semana. O juro real é calculado descontando a inflação de cada país. O resultado vem após o Copom manter a Selic em 13,75% ao ano, na quarta-feira (4).
As informações foram publicadas inicialmente pela Agência Brasil.
Na sequência do ranking aparecem Turquia (7,77%), Argentina (6,80%), Rússia (6,57%) e Colômbia (4,05%). A média dos 40 países é de 1,27%, o que deixa o Brasil mais de sete vezes acima. No levantamento anterior, de setembro, a taxa brasileira era de 8,45%.
Custo para as contas públicas
Segundo o Banco Central, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão em 12 meses, o equivalente a 8,9% do PIB. A dívida pública passou de 71,7% do PIB em 2022 para cerca de 82,9% em agosto de 2026.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão do Copom como “injustificável”. Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, “é possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta”.
A inflação em 12 meses está em 4,62%, acima do teto da meta, de 4,5%. O Banco Central deve divulgar projeções atualizadas no fim de novembro.
O que muda para quem mora em SP
Para quem mora em São Paulo, juro real alto significa crédito mais caro por mais tempo: financiamentos, empréstimos e parcelamentos pesam mais no orçamento. Quem tem dinheiro aplicado em renda fixa, por outro lado, ganha acima da inflação.
Leia também
- App do Banco do Brasil fica instável e gera queixas
- Copom mantém Selic em 13,75% e interrompe cortes
- Concurso PM-SP: 2 mil vagas e salário de R$ 5,4 mil
Fonte e créditos: Agência Brasil – “Brasil tem maior juro real do mundo, seguido por Turquia e Argentina”, por Lucas Pordeus León (06/11/2026). Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.


