O Ministério da Saúde e o Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, desenvolvem uma ferramenta de inteligência artificial para ajudar profissionais do SUS a identificar doenças de pele. Batizado de CUTIS-AI, o sistema foi apresentado nesta semana e ainda está em fase de estudo, segundo a Agência Brasil.
As informações foram publicadas inicialmente pela Agência Brasil.
A IA analisa fotos das lesões junto com dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos de pacientes brasileiros. Em estudo com cerca de 1,4 mil pacientes e mais de 4 mil imagens, a taxa de acerto foi de aproximadamente 80%. O aplicativo funciona mesmo sem conexão com a internet.
Doenças negligenciadas
A ferramenta foi treinada para reconhecer esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea e lesões causadas por picada de aranha-marrom. O foco são regiões com poucos dermatologistas, principalmente na Atenção Primária.
“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças”, explicou Isabelle Carvalho, cientista de dados do Einstein. O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Fabiano Geraldo Pimenta Junior, destacou a importância de uma base de dados com diferentes tipos de pele do país.
A tecnologia é uma ferramenta de apoio e não substitui a avaliação clínica. Prazos e locais de implantação ainda não foram divulgados.
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Fonte e créditos: Agência Brasil – “SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele”, por Bruno Bocchini (04/11/2026). Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil (arquivo).


