Atualização (07/11, 18h15): nenhuma vítima foi encontrada sob os escombros e ninguém procurou as equipes para relatar desaparecidos. Segundo o tenente-coronel Rodrigo Otávio Barelli, comandante do 1º Grupamento de Bombeiros, a remoção dos destroços deve levar de dois a três dias. “É um serviço de formiga”, disse, segundo o Diário do Grande ABC.
O teto de um prédio de quatro andares onde funcionava uma loja de roupas e tecidos desabou no início da noite de sexta-feira (6), na Rua Maria Joaquina, no Brás, região central de São Paulo. Havia 35 pessoas no imóvel, a maioria funcionários: 27 foram resgatadas pelos bombeiros e oito saíram sozinhas. Quatro foram levadas à UPA da Mooca e não correm risco de morte.
Segundo reportagem da CNN Brasil, o prédio não tinha o AVCB, o certificado de segurança contra incêndio emitido pelo Corpo de Bombeiros. A Agência SP/Governo de SP informou que 51 bombeiros e 17 viaturas foram enviados ao local, com apoio da PM e da Defesa Civil.
Buscas continuam neste sábado
Os trabalhos foram interrompidos durante a madrugada por risco de novo desabamento e retomados na manhã deste sábado (7), com máquinas para retirar os escombros. Por volta das 11h, dois cães de salvamento percorreram as áreas acessíveis e não deram sinal de pessoas sob os destroços, segundo o NC News.
“Estamos reduzindo a possibilidade de ter uma vítima”, afirmou o tenente-coronel Barelli, comandante do 1º Grupamento de Bombeiros. A corporação, porém, ainda não encerrou as verificações. Até a última atualização, não havia mortes nem desaparecidos confirmados.
Peso de contêineres é investigado
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, disse que a loja havia recebido dois contêineres de mercadorias: um foi descarregado pela manhã e o outro estava sendo movimentado na hora do desabamento. Segundo o SBT News, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a estrutura não suportou o peso da carga. A perícia vai apurar as causas.
Um sobrevivente de 35 anos relatou à CNN Brasil que o prédio já tinha rachaduras. Uma loja vizinha foi interditada e a Defesa Civil avalia os imóveis do entorno.
Por que isso importa
O Brás reúne milhares de lojas e depósitos de roupas, muitos em prédios antigos que recebem grande volume de mercadorias. Moradores e comerciantes que notarem rachaduras, estalos ou paredes e lajes cedendo devem sair do local e acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193). Problemas em imóveis também podem ser comunicados à Prefeitura pelo SP156.
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Fonte e créditos: CNN Brasil – “Desabamento de prédio no Brás: o que sabemos sobre o acidente em SP”, por Mariana Lima (07/11/2026); NC News – “Desabamento no Brás: cães não encontram novas vítimas” (07/11/2026); SBT News – “Prédio desaba no Brás: carga de contêiner provocou queda” (06/11/2026); Agência SP – “Polícia Militar, Bombeiros e Defesa Civil de SP atendem ocorrência de desabamento no Brás” (06/11/2026); Diário do Grande ABC – “Trabalho de bombeiros para remoção de escombros de prédio caiu no Brás deve durar 3 dias” (07/11/2026). Foto: Divulgação/Governo de SP (arquivo).


